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Políticas Públicas: Violência Contra a Mulher

Resenha Crítica sobre: Políticas Públicas - Violência Contra a Mulher.
Disciplina: Metodologia da Pesquisa em Enfermagem - Prof: Petra Kelly
Alunas: Fca. Ticiane Rodrigues, Narjara N. Feitosa Alcoforado e Regina Emanuele Carvalho de Albuquerque

EVA ALTERMAN BLAY. Violência contra a mulher e políticas públicas: pesquisa qualitativa e qualitativa.  Estud. av. vol.17 no. 49 São Paulo Sept./Dec. 2003.

           

            Eva Alterman Blay é professora titular de Sociologia na USP e coordenadora científica do Nemge (Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero). 

            O artigo busca investigar não apenas a chamada violência doméstica, mas os vários tipos de homicídios (tentativas ou consumação) de mulheres de todas as faixas etárias e como elas eram abordadas pela mídia, ocorrência na delegacia nos processos judiciais através de amostra representativa de cinco tribunais do júri da capital de São Paulo do ano de 1997.

             Entre os temas desenvolvidos estão violência de gênero: um problema mundial e antigo relata desde tempos antigos muito antes de 1983 existia a cultura machista e que mesmo no século XX em culturas ditas como civilizadas ainda existam a cultura machista e que apenas em 1975 a ONU realizou o primeiro dia das mulheres e que apenas em 1993 incluem um capitulo que denuncia e propõe medidas para coibir a violência de gênero.

O movimento feminista do fim do século XIX e começo do século XX  pós primeira guerra mundial e com o desenvolvimento das cidades e da alfabetização das mulheres alterado o cotidiano fez com que as mulheres cada vez mas ocupassem espaço na rua , trabalhar fora de caca se unissem a causa das feministas lutando contra a violência e o machismo instaurado na época . Crimes passionais estavam virando epidemia na época e eram combatidos pelas feministas e por promotores que pretendiam coibir e punir os crimes passionais então tolerados pela sociedade e pela Justiça. Não em defesa da mulher, mas a favor da família.

 “QUEM AMA NÃO MATA”, Um forte movimento pela defesa da vida das mulheres e pela punição dos assassinos voltou a ocorrer na década de 1970, tendo seu auge após 30 de dezembro de 1976, quando Ângela Diniz foi morta por Doca Street, de quem ela desejava se separar. A morte de Ângela e a libertação de seu assassino levantaram um forte clamor das mulheres que se organizaram em torno do lema: "quem ama não mata". Pela segunda vez na história brasileira, repudiava-se publicamente que o amor justificasse o crime.
Ensinado a defender os que matavam “por amor”, dentro do princípio inquestionável de que todos têm direito a defesa, a culpa deve ser provada, ensina a academia como mecanismo da argumentação. O modelo paradigmático da didática de defesa dos assassinos "por amor" encontra-se no livro de Evandro Lins e Silva A defesa tem a palavra (1991). Nele, o jurista ensina os jovens advogados a defender um assassino, mesmo que confesso. O hábil defensor ensina, passo a passo, a construção desta imagem. São duas as principais estratégias. Primeiro era necessário demonstrar o bom caráter do assassino. Segundo, era importante denegrir a vítima, mostrar como ela o levara ao ato criminoso.

            As organizações não governamentais (ONGs) feministas, ao longo das décadas de 1960 e 1970, feministas de classe média, militantes políticas contra a ditadura militar e intelectuais se uniam que visavam à igualdade dos direitos das mulheres e a melhores condições de vida. Diferentemente das décadas de 1910 e 1920, agora as denúncias destes crimes escondidos na e pela família tornaram-se públicos. Recebidos inicialmente com descrédito e sarcasmo pela mídia em geral, aos poucos foram reconhecidos

             O artigo possui um cronograma muito bem elaborado e de fácil leitura que não necessita de conhecimento prévio do assunto, pois os fatos são muito bem esclarecidos. A autora e os contextos apresentados fazem com que a conclusão seja uma leva de esclarecimento e que o leitor possa a ter um amadurecimento dos seus pensamentos e que ele possa ser um pensador crítico do assunto.

            Conclui-se que o texto apresenta um contexto necessário a compreensão do tema e leva ao desenvolvimento das atitudes críticas necessárias ao processo do conhecimento.

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